PODER LEGISLATIVO
PMDB articula e Congresso aprova lei que beneficia Mato Grosso
Política | 25 de Março de 2015 as 10h 20min

A definição de uma "pauta expressa", decidida pelos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL) e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), permitiu a aprovação de projeto de Lei Complementar 37/15 de autoria do deputado Leonardo Picciani (PMDB/RJ) que assegura a aplicação da renegociação do índice correção das dívidas estaduais e municipais com a União, independente de regulamentação.
A matéria deverá ser analisada hoje pelo Senado da República.
O deputado Silvano Amaral (PMDB) sinalizou que a demonstração do PMDB em prol de Estados e Municípios é uma clara sinalização de que o Congresso Nacional não vai mais permitir que os entes federados sejam tratado com desdém, porque o Tesouro Nacional não quer cumprir suas obrigações.
"Mato Grosso terá acesso a recursos da ordem de R$ 800 milhões até R$ 1,2 bilhão/ano. Os nossos municípios serão contemplados com novas regras que deixar de aplicar juros e encargos escorchantes, abusivos e desnecessários", disse o deputado Silvano Amaral, apontando que entre 2010 e 2014, Mato Grosso recolheu mais de R$ 5,2 bilhões em dívida com o Governo Federal, sendo que deste total pouco mais de R$ 2,8 bilhões foram para amortizar a divida e o restante, R$ 2,4 bilhões foram pagos a titulo de juros e encargos.
Para ele, se os R$ 2,4 bilhões fossem aplicados em obras e ações públicas com certeza a qualidade de vida da população seria muito melhor.
O projeto, aprovado por 389 votos a favor e 2 abstenções, concede prazo de 30 dias para a União assinar com os estados e municípios os aditivos contratuais, independentemente de regulamentação. O prazo contará a partir da data da manifestação do devedor, protocolada no Ministério da Fazenda.
Depois desse prazo, o devedor poderá recolher, a título de pagamento à União, o montante devido com a aplicação da lei, ressalvado o direito da União de cobrar eventuais diferenças após o recálculo.
Atraso na aplicação
Os deputados aprovaram, em 2013, o Projeto de Lei Complementar 238/13, do Executivo, transformado na Lei Complementar 148/14, para mudar o índice de correção das dívidas de estados, do Distrito Federal e de municípios com a União.
A renegociação de índice diminuirá o saldo devedor, com recálculo valendo a partir de 1º de janeiro de 2013. O projeto foi aprovado pelo Senado em outubro de 2014 e sancionado pela presidente Dilma Rousseff em novembro.
Desde 1997, no caso dos estados; e de 2001, no caso dos municípios, as dívidas são corrigidas mensalmente pelo IGP-DI mais 6%, 7,5% ou 9%, conforme o contrato.
A nova lei, cuja aplicação está sendo reforçada pelo projeto, determina a correção das dívidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 4% ou a taxa Selic, o que for menor.
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, disse nesta terça-feira que fechou acordo com o presidente do Senado, Renan Calheiros, para acelerar a análise do projeto. “Queremos que [a lei] seja implementada da forma como o texto foi sancionado pela presidente”, declarou Cunha.
Descontos
A lei também autoriza a União a conceder desconto sobre os saldos devedores dos contratos. Esses descontos devem ser equivalentes à diferença entre o saldo devedor existente em 1º de janeiro de 2013 e aquele apurado usando-se a variação acumulada da taxa Selic desde a assinatura do contrato até essa mesma data, considerando-se os abatimentos. (Com Assessoria da Câmara Federal).
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