Transporte escolar
Investigação não é para alimentar o ego de ninguém
A afirmação é do vereador que conduz apuração das denúncias no transporte escolar
Política | 07 de Abril de 2015 as 11h 36min
Fonte: Jamerson Miléski
“A comissão não é para criar fatos ou alimentar o ego de ninguém”. A fala é do vereador que preside a comissão de Educação na Câmara de Sinop, Hedvaldo Costa (PSB). Conduzindo a apuração das denúncias sobre superfaturamento no transporte escolar, Hedvaldo afirmou que ouvirá todos os envolvidos para tentar elucidar o caso. “É uma comissão permanente, que está fazendo o seu trabalho. Termina quando? Termina no fim, quando acabar”, discursou, rebatendo algumas cobranças feitas na imprensa.
Na segunda-feira (6), a comissão ouviu o deputado estadual Silvano Amaral (PMDB), secretário de Finanças no período em que teria acontecido a má gestão dos recursos no transporte escolar. Segundo o vereador, o deputado qualificou o denunciante (ex-servidor Sidivaldo), como chantagista e leviano. “Ele informou, assim como o ex-secretário de educação Tadeu Azevedo, que houveram gastos com transportes para atividades extra-curriculares, como passeios pedagógicos dos alunos”, pontuou.
Nessa terça-feira (7) a tarde a comissão deve ir até a casa do ex-secretário adjunto, Itamar Martins, para fazer a oitiva. Segundo Hedvaldo, ele está com a saúde comprometida e não consegue sair de casa.
A comissão ainda pretende ouvir o diretor da Rosa Transportes, empresa contratada pela prefeitura para fazer o translado dos alunos, e que figura no outro polo da denúncia. De acordo com o vereador, o proprietário da empresa já foi convocado, mas encontra-se em um tratamento de saúde em São Paulo. A previsão é de que ele compareça às oitivas a partir do dia 15 de abril. “Assim que ouvirmos o diretor da Rosa acredito que com 10 dias de análise documental poderemos fechar o relatório”, informou Hedvaldo.
Todos os depoimentos colhidos estão sendo gravados pela Câmara. O Ministério Público faz uma investigação paralela da denúncia.
A denúncia
Conforme as denúncias feitas pelo ex-servidor, ônibus do transporte escolar foram indevidamente utilizadas no ano de 2011, fazendo o transporte de pessoas para as festividades de inauguração do Grande Templo da Assembleia de Deus. A prefeitura teria cedido 10 linhas para transportar os fiéis de diversos bairros da cidade. As linhas foram disponibilizadas durante os dias 6 à 21 de novembro de 2011.
O pagamento era feito de acordo com as quilometragens rodadas pela Empresa de Ônibus Rosa Ltda, contratada via licitação. Os trechos teriam custado R$ 24 mil ao cofres públicos.
Na época era pago R$ 2,90 o quilômetro rodado por veículo.
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